Baiana de Porto Seguro envolvida em escândalo de contrato milionário no DF - Cannes News

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sábado, 25 de agosto de 2018

Baiana de Porto Seguro envolvida em escândalo de contrato milionário no DF

Aos 57 anos, sem saber ler nem escrever, a faxineira Edineuza Alves Nascimento assinou um contrato de R$ 1,6 milhão com a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) em junho de 2017. A diarista, que mora em Porto Seguro (BA) e tem renda mensal de R$ 600, aparece no documento como sócia-proprietária da empresa Usibank, registrada com capital social de R$ 500 mil.
Ao tomar conhecimento do fato por meio de uma denúncia feita à sua ouvidoria, o Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC-DF) entrou com uma representação no Tribunal de Contas local (TCDF). Por determinação do conselheiro Paulo Tadeu, em decisão de 9 de agosto, a Usibank, o Metrô-DF e o pregoeiro responsável precisam prestar esclarecimentos sobre a situação até a próxima quarta-feira (29/8). Matéria da Metrópoles
A empresa Usibank – Soluções Ambientais e Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos, com sede em Goiânia, venceu o Pregão Eletrônico nº 08/2017, com resultado publicado em  8 de junho de 2017. O contrato para “limpeza, asseio e conservação nas estações”, no valor total de R$ 1.627.058,88, teve vigência de 12 meses.
Conforme apurado pelo Ministério Público de Contas, Edineuza registrou um boletim de ocorrência na Bahia, alegando que era coagida pela empresária Irenice Maria de Ávila a assinar vários papéis. “A senhora Edineuza é humilde, empregada doméstica. Ela provavelmente foi enganada”, disse o delegado Filipe Martins Alves Pereira, da Polícia Civil da Bahia, que investiga o caso. 
A doméstica Edineuza aparece, na Receita Federal, como sócia de outra empresa, a NSPHP Comércio de Alimentos, com capital social de R$ 450 mil. Ela também teria assinado papéis sem saber do que se tratava.
Edineuza informou que a empresária Irenice pediu para ela assinar os documentos, “apenas para pagar menos impostos”. A faxineira só procurou a polícia após conhecidos terem ficado sabendo que ela havia sido usada como laranja, então a orientaram a buscar uma advogada.
Ainda de acordo com a doméstica, Irenice foi chefe do filho de Edineuza por quatro anos no Hotel Praia Linda, onde a faxineira trabalhou algumas vezes. Depois do ocorrido, o rapaz foi demitido sem receber nenhum direito, segundo a mãe. Irenice é proprietária do hotel. 
O Ministério Público também constatou, observando a documentação da Usibank, que a empresa teria sido contratada pelo Hotel Praia Linda de 4 de fevereiro de 2017 a 3 de fevereiro de 2018.
Edineuza Alves Nascimento constava no contrato social apresentado junto à proposta de preço da Usibank à época.
A documentação foi analisada pelo pregoeiro e pela área técnica do Metrô-DF e atendia às exigências do edital, segundo a companhia.
Questionada se a Usibank prestou o serviço adequadamente, a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal respondeu que sim. No entanto, devido à suspeita de fraude, o acordo não foi prorrogado. Veja mais da matéria

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